A consulta começa pela sua história: onde dói, há quanto tempo, o que piora e o que alivia, a relação com a alimentação, o uso de anti-inflamatório e se alguém da família já teve o mesmo problema. Depois vem o exame físico, com atenção à barriga e, quando o motivo é abaulamento, à virilha e ao umbigo, em pé e deitado.
Boa parte da azia e da dor de estômago melhora só com ajuste de hábito e medicação, sem precisar de endoscopia: o exame entra quando o sintoma não cede ao tratamento, quando aparece sinal de alarme, como sangue ou perda de peso, ou quando a idade e o histórico pedem investigação. Pedra na vesícula sem sintoma segue raciocínio parecido: o que pesa na decisão não é só o achado do ultrassom, mas se ela já causou alguma crise e se há sinal de complicação.
Quando o exame é necessário, a endoscopia digestiva alta e o ultrassom de abdome são feitos na própria clínica, com jejum e demais orientações passados no agendamento; quem usa anticoagulante deve avisar a equipe antes. Os exames de sangue do fígado saem da coleta feita aqui mesmo. Consulta e exames são atendimentos separados, cada um agendado e cobrado à parte. Leve seus exames anteriores, mesmo antigos: comparar datas costuma dizer mais do que um resultado isolado.
Quando o quadro tem indicação cirúrgica, como vesícula, hérnia ou refluxo que não respondeu ao tratamento, é o mesmo médico que entende de cirurgia quem avalia se de fato é hora de operar. Ele explica o que a cirurgia envolve, o que muda na rotina depois dela e quais são as alternativas, para a decisão ser tomada com informação e sem pressa, e orienta os próximos passos.